Não é a primeira vez que a Igreja Católica critica estes filmes.
O Vaticano considera o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte, cuja Parte I se estreou ontem (19) em todo o mundo, um filme "tenebroso e pessimista" e com falta de humor. A rádio oficial da Santa Sé lamentou a estreia de um filme cujas personagens principais, os jovens Harry Potter, Hermione e Ron, estão demasiado "sozinhos e assustados para fazer frente aos inimigos". "O último capítulo cinematográfico da saga mágica está repleto de um profundíssimo pessimismo, de uma espessa obscuridade e de falta de humor. Não tem jogos, não existe camaradagem nem surpresas divertidas", refere o crítico de cinema do Vaticano, Luca Pellegrini, considerando que este filme não é de todo adequado a um público infantil. O órgão de informação defende que é preciso recuperar "os sentimentos e as virtudes em sintonia com o coração humano".
Não é a primeira vez que o Vaticano critica a saga escrita por J. K. Rowling. Em Janeiro de 2003, o então cardeal Ratzinger (hoje Papa Bento XVI) era citado pelo diário Osservatore Romano dizendo que esta série "corrompe a alma dos jovens cristãos antes mesmo de estar completamente formada". Não se sabe se os produtores deram ou não ouvidos a estas críticas, mas a verdade é que os últimos episódios eram bastante mais luminosos e, em 2009, por altura da estreia do sexto episódio, o órgão oficial da Santa Sé chegou mesmo a elogiar o filme, considerando-o "o melhor de todos" os Harry Potter.
O pequeno feiticeiro não é o único a provocar as críticas da Igreja Católica. Aliás, a luta entre Hollywood e o Vaticano é tão velha quanto o próprio cinema. Os motivos? Quase sempre de duas categorias: ou os filmes são acusados de retratar erradamente a Igreja e a sua história (veja-se, por exemplo, toda a polémica em volta de A Última Tentação de Cristo, de Scorsese) ou, o que também não é raro, as críticas são apontadas às atitudes "moralmente repreensíveis" dos que fazem os filmes. Atrizes sensuais, como Sophia Loren, Brigitte Bardot ou Marilyn Monroe, causaram cócegas aos católicos mais conservadores.
Não é a primeira vez que o Vaticano critica a saga escrita por J. K. Rowling. Em Janeiro de 2003, o então cardeal Ratzinger (hoje Papa Bento XVI) era citado pelo diário Osservatore Romano dizendo que esta série "corrompe a alma dos jovens cristãos antes mesmo de estar completamente formada". Não se sabe se os produtores deram ou não ouvidos a estas críticas, mas a verdade é que os últimos episódios eram bastante mais luminosos e, em 2009, por altura da estreia do sexto episódio, o órgão oficial da Santa Sé chegou mesmo a elogiar o filme, considerando-o "o melhor de todos" os Harry Potter.


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